As melhores genéticas reunidas em um só lugar !
Conheça um pouco mais sobre este pássaro maravilhoso!
O BICUDO, Sporophila Maximiliani Maximiliani(Cabanis, 1851), seu nome científico vem do (grego) sporos = semente, sementes; e phila, philos = amigo, aquele que gosta de, afeiçoado; e de maximiliani = homenagem ao Príncipe Maximilian zu Wied (1782–1867), explorador no Brasil no período de (1815–1817). ⇒ (Ave) que gosta de sementes de Maximilian.
Sem sombra de dúvida, é o mais aristocrático dos pássaros canoros. Possui canto melodioso, rico em notas e com voz flauteada (lembra o som de uma flauta). Toma postura ereta ao cantar, com o peito empinado e a cauda abaixada, destacando sua valentia e disposição para disputas territoriais. A frase musical do canto dos bicudos apresenta, por vezes, mais de 20 notas. Muitos são os seus dialetos de canto, originados nas várias subespécies e em diferentes regiões, pois já foram encontrados do norte da Argentina até o Sul do México. Há quem afirme tê-los visto no sudoeste da África. Já é considerado extinto no estado de São Paulo (Santos et al. 1995) e muito raro em outras regiões.
Prefere regiões de clima quente, com temperatura acima de 25°. Habita veredas com arbustos, beira de capões e brejos, principalmente onde haja o capim-navalha, navalha-de-macaco ou a tiririca, seus alimentos básicos na natureza. Aprecia ainda o arroz, o que colabora muito para o seu desaparecimento, vitimado por agrotóxicos.
Mede entre 14,5 e 16,5 centímetros de comprimento (Jaramillo, 2014) e pesa aproximadamente 22g. Quando adultos os machos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. A parte inferior das asas apresenta nuances de branco. Seu bico é branco ou manchado na maioria dos bicudos. As fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda, em tons de castanho.
Quanto ao canto e a cor do bico, ocorrem variações regionais e individuais. Os jovens machos começam a adquirir a plumagem de adulto por volta dos 12 meses de idade.
Os adultos machos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. A parte inferior das asas apresenta nuances de branco. Seu bico é branco ou manchado na maioria dos bicudos. Os da subespécie atrirostris apresentam seu bico totalmente preto.
As fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda, em tons de castanho.
Durante a maior parte do ano são encontrados aos casais. Territorialista por essência, demarca para si uma área circular com cerca de cem metros de raio, que defende contra todos os intrusos. As disputas por território e pela simpatia das fêmeas apresentam forma de desafio de canto, dificilmente chegando à agressão física. Essa característica permitiu ao homem a organização de torneios, com disputa de cantos entre bicudos colocados próximos uns dos outros. Nos meses do Outono é comum encontrar-se bandos de filhotes e adultos, que costumam migrar para locais mais quentes durante o frio do inverno.
Na natureza não há registro de exemplar que tenha vivido mais de dez anos, porém em cativeiro atingem, facilmente, 30 anos ou mais, por receberem dieta balanceada, cuidados sanitários e pela ausência de predadores. Atinge a maturidade sexual com cerca de dois anos e meio. Com a sucessão das gerações reproduzidas em cativeiro estão se tornando mais precoces, com machos iniciando a reprodução com menos de dois anos e as fêmeas com um ano.
As posturas na natureza são comumente de dois ovos (podendo chegar a três) já em ambiente doméstico posturas de três ovos ocorrem com muita frequência, o período de incubação variando de 13 a 15 dias, conforme as condições de temperatura ambiente e umidade relativa do ar. A estação reprodutiva possui grande variação de acordo com a região com abrangência de agosto a março e um casal pode tirar até três ninhadas no período. Na maioria das vezes o resultado de uma ninhada é um casal de filhotes.
Atualmente são reproduzidos com certa facilidade em ambiente doméstico, tornando-se um importante instrumento de conservação ex situ da biodiversidade brasileira.